Matéria especial por Fernanda Rosa:

Você saberia cantar agora, alguma música que faça referência à política? É difícil alguém não saber. Isso porque, para preocupação de alguns e alegria, alegria de outros, a música e a política caminham juntas pela estrada da historia do Brasil. Muitas vezes, uma escancara, ainda que nas entrelinhas, o que a outra se empenha em deixar, não por debaixo dos caracóis dos seus cabelos, mas por debaixo do tapete mesmo.

É bem verdade que o Rio de Janeiro continua lindo, o Rio de Janeiro continua sendo, ainda mais agora que será o palco da copa do Mundo de 2014 e ainda receberá as olimpíadas de 2016. Mas um dia, muita gente já pensou: “Vem vamos embora, esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer”. E nessa onda, Gilberto Gil também embarcou, cantou e se despediu da cidade maravilhosa: “Alô, alô, Realengo Aquele Abraço! Alô torcida do Flamengo aquele abraço…”. Gil foi preso em 1968, durante o Regime Militar, acusado de passar mensagens à população com o objetivo de subverter o “Estado Democrático Brasileiro estabelecido pela Revolução”. Após ser liberado, o cantor partiu em exílio para Londres. “Os artistas que ficaram no Brasil na época da ditadura sofreram muito mais do que os exilados”, disse a cantora Marilia Medalha em entrevista ao jornal Valor Econômico.

Com Caetano Veloso não foi diferente. Mesmo pedindo e cantando “Eu digo não, digo não ao não, eu digo: É proibido proibir”, o cantor também foi um dos “queridinhos” da censura. O produtor musical Solano Ribeiro, em entrevista concedida a publicação Aventuras na História, revela: “Eu tinha uma visão clara da música no Brasil e no mundo. O rock dos Beatles e dos Rolling Stones estava aí. Por outro lado, vi que a música brasileira precisava sair do binômio mar/campo. A juventude estava ligada no mundo urbano, até nas cidades do interior do Brasil, onde havia vida universitária. Percebi que a música precisava de temática urbana”, explica. “Em um encontro com Caetano, falei para ele que era preciso inventar uma nova estética. Dias depois o Guilherme Araújo, que o empresariava, apareceu e disse: ‘Meu querido, você não acredita. O Caetano fez uma música sensacional, coerente com tudo o que você disse. O nome é Alegria, Alegria’”.

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Por Fernanda Rosa:

Foto: AP

Durante o encerramento da 13° Marcha dos Prefeitos, que aconteceu nesta quinta-feira (20), em Brasília, o presidente Luis Inácio Lula da Silva falou sobre a discussão que se formou entre as potencias internacionais, entre elas os Estados Unidos, sobre sanções ao Irã, mesmo depois de o país ter aceitado um acordo que prevê a troca de combustível nuclear em território turco. “Tem gente que não sabe fazer política se não tiver inimigo” disse Lula.

O presidente do Brasil cobrou um diálogo entre a comunidade internacional e o Irã. Mesmo com o tratado, visto como uma “vitória da diplomacia” pelo governo brasileiro, Os países que integram o Conselho de Segurança das Nações Unidas anunciaram que não deixariam de lado as discussões a respeito das sanções contra o país de Mahmoud Ahmadinejad.

“Há quanto tempo vocês vêem essa briga entre Irã e conselho da ONU,os Estados Unidos e o Irã. O que eles queriam? Que o Irã sentasse e fizesse um acordo. Fomos ao Irã e conseguimos depois de 18 horas de reunião que o Irã fizesse aquilo que o Conselho de Segurança queria que fosse feito há seis meses. E é engraçado que muitas pessoas não gostaram que o Irã aceitasse o acordo”, criticou.

Saiba Mais:

Irã, Turquia e Brasil chegam a acordo, diz chanceler turco

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u736005.shtml

Por Fernanda Rosa:

Foto da agência Brasil

“Gata é pouco. Vou ficar uma jaguatirica!”. Essa foi a resposta dada pela pré-candidata à Presidência, Marina Silva (PV), nesta terça-feira (18), a uma brincadeira feita pelo cartunista Maurício Ricardo no Twitter.

O cartunista disse que a Marina vai “ficar uma gata” na campanha, uma vez que terá como vice Guilherme Leal, presidente da Natura, empresa brasileira fabricante de cosméticos.

Em entrevista durante o evento Painel RBS, em Porto Alegre, a pré-candidata pelo PV justificou a bricadeira feita em seu microblog: “Se você olha uma jaguatirica, ela é tão doce, tão leve. Só arranha quando afrontada”, afirmou.

Ainda no evento em Porto alegre, Marina Silva também explicou ter se comparado a uma jaguatirica porque é “pintadinha de natureza” e, também pelo fato de não poder usar cosméticos por razões de saúde.

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Marina Silva lança pré-candidatura à Presidência e confirma Guilherme Leal de vice

Por Fernanda Rosa:

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff foi a convidada do programa do Ratinho, transmitido pelo SBT. Durante a entrevista com Dilma, que foi ao ar nesta segunda-feira (17), a pré-candidata declarou que José Serra, seu concorrente à Presidência da República, é “um bom brasileiro, homem de respeito”. Já quando questionada sobre o presidente Lula, Dilma afirmou: “o maior político do mundo”.

Quanto ao resultado da pesquisa eleitoral Sensus, divulgada nesta segunda (17) e, segundo a qual, Dilma aparece com 35,7% e Serra com 32,2%, a pré-candidata declarou: “Não acho que podemos pegar uma pesquisa e dizer ganhei a eleição. Ganha-se eleição no dia da eleição, quando o povo coloca o último voto na urna.”

Veja a entrevista

Por Fernanda Rosa:

Foto: Ciete Silvério/Divulgação

“Que todos estejam na paz do senhor”. Essa foi a frase de início do discurso de José Serra, pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, durante um evento religioso, realizado em Santa Catarina, na noite deste sábado. Aproveitando a aura religiosa que pairava no ambiente, Serra fez uso de referências bíblicas e chegou a pedir orações ao público. “Peçam que Ele me dê sabedoria para enfrentar as batalhas daqui por diante. Todas elas voltadas ao progresso do país”.

O pré-candidato à Presidência falou também sobre saúde e, ao comentar sobre os fumantes, aproveitou mais uma vez para citar trexos religiosos.Nós combatemos o tabagismo, o cigarro. Por quê? Porque faz mal a saúde”, disse o pré-candidato. “Mas eu dizia: ‘Não é apenas para prolongar a vida das pessoas, é para que tenham uma melhor qualidade de vida, porque aquele que fuma, quando fica doente por causa disso, fica às vezes anos com problemas de saúde, inclusive problemas de paralisia, não pode andar, sofre com doenças do pulmão’. Ou seja, vive, mas vive mal”, explicou Serra.

Segundo a organização do 28º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora, promovido pela Assembleia de Deus, em Camboriú, de 10 mil pessoas marcaram presença no evento, e José Serra falou acompanhado de líderes políticos da região.

Durante o discurso, Serra chegou a ser tratado como “futuro presidente”. Enquanto fazia uma oração, o pastor Cezino Bernardino pediu aos fiéis que rezassem para que o pré-candidato fosse eleito e o convidou para o encontro de 2011, ocasião na qual Serra voltaria como presidente da República.

Após receber uma Bíblia do pastor, José Serra deu uma rápida entrevista aos jornalistas e aproveitou para defender o trabalho missionário das igrejas. Mas quando o assunto foi a investigação contra o governador do Estado, Leonel Pavan (PSDB), Serra evitou falar sobre o assunto. “Não tenho avaliação sobre isso. Não conheço os termos desta investigação”, disse. É, parece que nesse caso o pré-candidato não se lembrou de usar o seguinte provérbio bíblico: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

*Com informações do Jornal de Santa Catarina

Por Fernanda Rosa:

Reprodução do site G1

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro multou em R$ 5.000 o ex-governador Anthony Garotinho (PR), por fazer propaganda antecipada. A razão da multa, foi a campanha na internet chamada “Volta Garotinho”, veiculada na rede no primeiro semestre de 2009.

De acordo com Silvana Batini, do Ministério Público Eleitoral, a propaganda tinha a clara intenção de reunir votos, apresentando motivos pelos quais os eleitores deveriam votar no político.

A multa também se estendeu ao deputado federal Geraldo Pudim (PR-RJ), aliado de Garotinho.

Na semana passada, o TRE-RJ já havia multado Anthony Garotinho e seu partido político, em R$ 50 mil por propaganda eleitoral antecipada que teria sido feita na veiculação de cinco inserções da propaganda partidária com a participação exclusiva do ex-governador.

Por Fernanda Rosa:

José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV), pré-candidatos à Presidência da República nas próximas eleições, vão participar nesta quinta (6), do 27º Congresso Mineiro dos Municípios, que acontecerá em Belo Horizonte. Essa será a primeira vez que os três políticos participam de um mesmo evento, desde o inicio da pré-campanha.

Os pré-candidatos farão parte do painel “Autonomia Municipal: realidade ou utopia”, que terá como mediador o jornalista da TV Bandeirantes, Fernando Mitre. A confirmação da presença dos políticos chegou hoje, pela manhã, por meio de seus assessores.

Segundo a assessoria do evento, organizado pela Associação Mineira de Municípios (AMM), o painel deve acontecer a partir das 15h30. Cada pré-candidato responderá quatro perguntas formuladas pela diretoria da AMM e, ao final, cada um terá 10 minutos para falar sobre a questão levantada.

A AMM irá, ainda, entregar aos três pré-candidatos um documento cobrando propostas para reduzir a concentração das receitas da União.

27º Congresso Mineiro dos Municípios reunirá empresários e a população mineira, e assuntos relacionados ao municipalismo serão os temas dos debates.

Saiba Mais:

Professores fazem greve antes de encontro de pré-candidatos, em Belo Horizonte.

(http://g1.globo.com/politica/noticia/2010/05/professores-em-greve-fazem-protesto-antes-de-encontro-de-pre-candidatos.html)

Foto: Jane de Araújo

Por Fernanda Rosa:

Durante seu discurso no Encontro Estadual do PSDB, realizado na Expo Center Norte, zona norte da capital paulista, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso usou o slogan “o Brasil pode mais” e afirmou que a “decência” estará presente no governo do PSDB.  “Vamos assegurar um caminho para o futuro ou então sabe Deus que caminho vamos ter com a inexperiência que vem pela frente, com esse passado tão cheio de compromisso com o que há de pior em matéria de falta de civilidade.”

Fernando Henrique criticou o Programa de Aceleração do Crescimento, desenvolvido pelo governo federal e um dos principais projetos da gestão Lula e usado como trunfo na pré-campanha de Dilma.  FHC afirmou, ainda, que “eles falam, nós fazemos”, alfinetando mais uma vez o governo federal. “Não é só ficar falando PAC, PAC, PAC e não acontece nada. É só projeto.”

O ex-presidente fez questão de mencionar as realizações do PSDB e aliados como Mário Covas, Quércia e Alckmin, em São Paulo. “Basta ver a marginal, o Rodanel e quantas linhas de metrô. O Brasil precisa fazer isso com lisura, sem parecer ‘moleque’, sem falsos leilões, sem interrupções.”

Reprodução do site El País

Por Fernanda Rosa:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou, entre outras coisas, sobre as eleições que acontecerão em outubro no Brasil, ao jornal espanhol “El País”. Na entrevista, publicada neste domingo (9), o presidente disse que não vê a possibilidade do PT perder a disputa. “Ganhe quem ganhar, ningupem fará nenhum disparata, as pessoas querem seguir caminhando e não voltar atrás. Mas deixe-me dizer que não vejo a possibilidade de que percamos as eleições.”

Lula disse ainda ao jornal espanhol que “se o Brasil mantiver nos próximos cinco anos a seriedade nas políticas fiscais e monetárias, investimento e controle da inflação, tem tudo para se transformar em uma potência respeitada no mundo. Se a economia seguir crescendo entre 4,5% e 5,5%, em 2016 pode chegar à quinta economia mundial.”

Governo Lula

Sobre seu governo, o presidente disse que teve mais alegrias que tristezas, pois poucas vezes na história do Brasil aconteceram coisas tão importantes como durante seu governo. Entretanto, Lula diz que deixará a presidência lamentado o que não pode fazer: a reforma do Estado. “Desde que tomamos uma decisão até que esta se execute, encontramos quinhentos obstáculos em nome da democracia.”

Quanto a ONU

Durante a entrevista, ao falar sobre as negociações com o Irã, o presidente Lula criticou a ONU: “Quero esgotar até o último minuto as possibilidades de um pacto com o presidente do Irã, para que ele possa continuar enriquecendo urânio e para que nós tenhamos a tranqüilidade de que somente será usado para fins pacíficos. Meu limite são as decisões da ONU, a qual pretendo mudar, porque da forma como está, representa muito pouco. Por que o Brasil não é membro do Conselho de segurança? Por que a Índia também não é? Por que não há nenhum Estado Africano? Se a ONU continuar dessa forma, sem forças, sem representatividade, com países com poder de veto, nunca servirá de forma adequada ao governo global.

Leia a reportagem completa em espanhol

http://www.elpais.com/articulo/reportajes/Hay/cambiar/ONU/sigue/servira/gobierno/global/elpepusocdmg/20100509elpdmgrep_1/Tes

Por Fernanda Rosa:

Durante o Encontro Estadual do PSDB, realizado na Expo Center Norte, zona norte da capital paulista, membros do partido se reuniram neste sábado (8) para lançar a pré-candidatura de Geraldo Alckmin ao governo do estado de São Paulo.

A ocasião contou com a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do pré-candidato à Presidência da República José Serra e do presidente nacional do partido, Sérgio Guerra (PE).

O que também não faltou na reunião de cúpula dos tucanos foi as alfinetadas ao PT e, por tabela, à pré-candidata do partido à Presidência da República, Dilma Rousseff.

O ex-governador Orestes Quércia (PMDB), pré-candidato ao Senado na chapa de Alckmin, declarou em seu discurso que “não é hora de improvisar”. “Não se pode colocar na Presidência alguém que pode ser boa pessoa, mas não tem experiência, não passou por nenhuma eleição. O alpinismo não começa pela maior montanha do mundo, mas pela menor”, afirmou o peemedebista. Vale lembrar que Dilma é criticada pela oposição por nunca ter disputado uma eleição.

José Serra, o penúltimo a discursar, declarou sem citar nomes: “não é curso de madureza [curso lançado nos anos 60 que foi transformado no supletivo]”. Em outra crítica ao partido de Dilma, Serra afirmou que é importante “não governar para um partido, nem para dois ou três”. Ele afirmou ainda que “nossa luta não é para fortalecer um partido, mas para fortalecer um país”. “Não demonizamos a oposição, não praticamos a truculência, não organizamos dossiês. Tratamos a oposição como uma força que tem legitimidade”, disse.

Já Alckmin preferiu evitar os ataques diretos. O pré-candidato ao governo de São Paulo afirmou sentir o apoio e a confiança dos eleitores. “Sinto que essa confiança não é fabricada por propaganda de televisão, promessas, planos mirabolantes de melhorar tudo para todos de uma hora para outra, como se para isso bastasse um gesto mágico, uma varinha de condão.”

O vice na coligação de Geraldo Alckmin deverá ser o empresário Guilherme Afif Domingos (DEM).

Saiba Mais

“Eles falam, nós fazemos”, alfineta Fernando Henrique Cardoso